15.9.04

Oi!

Olá a todos!

Primeiro eu gostaria de dizer que realmente estou sem tempo de escrever. Eu comecei a trabalhar e tenho tido muitas coisas para fazer. Aliás, só há pouco tempo eu consegui ingressar no Orkut.

Esse é o segundo assunto que eu quero abordar. Apesar de não ter concluído minhas reflexões sobre o sistema de cotas, queria falar um pouco sobre essa "mania" da internet. Já tinha recebido convites, mas nunca conseguia me cadastrar. Agora sim: eu também já faço parte dessa "comunidade", como eles mesmos chamam.

São incríveis as possibilidades encontradas lá. Lógico que muitas dessas comunidades são inúteis, mas não menos engraçadas. O orkut é legal, por não ter pretensão de ser importante ou realmente significativo, mas cumpre sua função de aproximar pessoas que partilhem gostos, ou mesmo amigos que há muito não se falam.

Também não é um chat tradicional, está mais para um blog, na verdade vários blogs juntos que você pode acessar ao mesmo tempo e postar nos que tiver interesse. Acho que a sacada do orkut é essa tentativa de juntar pessoas que estudaram juntas há anos, por exemplo, ou mesmo fizeram um curso. A grande verdade do mundo é que as pessoas quase que inevitavelmente perdem contato. Claro que as grandes amizades ficam, mas muitas vezes a distância e as rotinas muito diferentes fazem os laços se perderem, mesmo os que já foram fortes.

Eu não sei se o orkut vai conseguir a proeza de unir essas pessoas de novo ou simplesmente fazê-las se falar de vez em quando. Como disse, entrei há pouco tempo e ainda nem postei nada para ninguém. Mas de qualquer maneira, há sempre uma possibilidade de se "esbarrar" com um velho amigo em quem você, eventualmente, pensa, mas está muito ocupado para ligar ou perdeu o telefone. Só isso já vale.

Outra coisa interessante é descobrir que alguém também é amigo de um amigo seu, sendo que você nem tinha idéia, já que conhece cada um de um lugar diferente. Ficou meio confuso esse raciocínio, mas se vocês já estão no orkut vão entender do que estou falando.

Enfim, não quero me estender muito, fico aguardando comentários para continuar. Só quero dizer que eu aprovo a iniciativa do orkut, pois muita gente fala que a internet distancia as pessoas e etc, mas a verdade é que alguns que nunca iriam se encontrar de novo, a não ser por acaso, estão voltando a manter contato.

Também já ouvi que orkut é coisa de nerd, mas para mim isso é falta de convite. É claro que não dá para passar o dia todo no orkut, que já se torna doença, mas há muito a ser explorado.

Fico por aqui,

Beijos,

Ana

24.8.04

Olá!!

É, foi mal, mas eu realmente não estou tendo tempo para atualizações mais frequentes como pensei que teria. O tema da extração do clitóris das africanas realmente é interessante, vou considerar. Aliás, quem sugeriu o tema podia ter se identificado, mas tudo bem, não será difícil descobrir quem foi.
No mais, eu pretendo mesmo escrever com mais dedicação, mas mesmo sendo verdade, nem sei se vocês ainda acreditam em mim.
Até,

Ana

16.7.04

Voltei!

Infelizmente, devido à problemas com meu pc não tenho postado com a freqüência desejada. E eu que até comentei que nas férias escreveria mais, etc, etc... Bem, a culpa não foi minha.
 
Voltando ao assunto das cotas: todo mundo sabe que vestibular não mede conhecimentos. Aliás, o sistema de educação está errado desde a raiz. Não adianta me perguntar qual a solução que eu adotaria, pois não sei. Não tenho as respostas, apenas sei que o que está sendo aplicado atualmente está errado. Até me arrisco a sugestões, mas não mais do que isso.  
 
Eu acho que provas são um tipo de avaliação cruel. Existem várias razões para se ir mal em uma prova e a culpa não ser, de maneira nenhuma, do aluno. Alguma pergunta pode estar mal formulada, ou haver algum problema de interpretação; a pessoa pode não estar se sentindo bem no dia, estar com dor de cabeça, barriga, cólica, enfim, isso pode atrapalhar na concentração;  ou ainda, existem pessoas que ficam nervosas na hora de uma prova, sentem a pressão da nota ou têm dificuldade de expressar suas idéias no papel. Tudo isso influencia!
 
Agora, imagine quando essa prova serve para qualificar a pessoa ou não para entrar na faculdade de sua escolha, que pode significar um futuro profissional promissor, orgulho da família, um bom curso e quaisquer outros motivos que poderiam levar alguém a se preocupar com o vestibular. Nós já passamos por isso e sabemos como é. Eu mesma já me senti mal em uma prova, e sei que não há nada que se possa fazer, apenas esperar para ver se afetou a nota. Então, eu realmente não sou a favor de provas para medir o conhecimento das pessoas. Mas como não há outro sistema em vista, pelo menos as provas deveriam ocorrer aos poucos. Os colégios também deveriam ser avaliados, tanto os públicos como os particulares. Os programas curriculares deveriam ser seguidos com prazos, na ordem estipulada pelo governo.
 
Nem vou começar a falar de tudo que está errado no ensino público, nos professores mal pagos, nos colégios despencando, etc. Estou partindo do princípio de que haja alguma ordem, melhorias, e tudo mais. Um mínimo necessário para o sistema funcionar mesmo apenas de maneira razoável.
 
Acredito que um primeiro passo, no caso do Brasil, seria um acompanhamento escolar feito desde o primeiro ano do colegial. Uma prova padronizada que seria aplicada no mesmo dia em todos os colégios do país, como o SAT americano, só que sem as palhaçadas do conteúdo cobrado naquela prova. Seria como um pequeno vestibular, exigente, mas não exaustivo, que, aplicado duas vezes ao ano, teria alguma condição mais realista de conferir os conhecimentos dos estudantes brasileiros. Os resultados seriam acumulados até o final do terceiro ano, e as pessoas teriam seus resultados gerais na hora de se inscrever para a universidade de sua escolha, e assim, seriam escolhidos os melhores. Assim, as provas seriam mais direcionadas, já que seriam sobre o conteúdo estudado naquele semestre e não a loteria que é o vestibular atual, que envolve conteúdo estudado em três anos de vida acadêmica.
 
Agora, voltando realmente às cotas, já que eu meio que fugi delas... 
Como dizia, não é porque a pessoa não passou no vestibular que pode ser considerada inapta a estudar em uma universidade, seja qual for. Assim, o que eu quis dizer não foi que um aluno que não conseguiria passar sem as cotas não vai conseguir acompanhar o curso, mas sim, que vários alunos que só entraram por causa das cotas não estão conseguindo acompanhar pela falta de conteúdo dada no colégio. Quis dizer, sim, que as cotas colocam na universidade estudantes sem condições de acompanhar os cursos escolhidos, mas não que nenhum cotista tem essa condição.
 
Afinal, não podemos esquecer que vários cursos universitários exigem conhecimentos prévios, ensinados no colégio. Por exemplo: eu curso jornalismo. Se eu sei bem política, história e geografia social, certamente vai me ajudar. Mas se eu não sou muito boa nisso, vou correr atrás e não vou ficar completamente perdida. A maioria das carreiras de humanas é assim. O curso se baseia em aprendizados da vida, de debates, de fatos que ocorrem no mundo, na mídia, etc. Não necessariamente em conteúdos didáticos. Mas se você entra em uma faculdade de química ou engenharia, ou física, provavelmente vai ser importante se você já trabalhar bem com alguns dados aprendidos no colegial. E se você não tiver aprendido a base da base, vai ser mais difícil de recuperar.
 
É basicamente disso que estou falando. As turmas ficam muito desequilibradas e os alunos, sim, sofrem preconceito. Por serem os atrasados, e não pegarem a matéria com a mesma velocidade dos outros, que foram melhor preparados. Não estou dizendo que com todos é assim, mas com alguns, na verdade com muitos.
 
Os outros pontos abordados por vocês eu comento melhor depois. Realmente não pretendo ficar mais um mês sem postar.
 
Beijos para todos,
 
Ana

24.6.04

Bem, primeiro gostaria de agradecer a todos os comentários. Voltarei a eles depois, inclusive porque, como já havia dito, ainda não acabei o assunto das cotas. Há várias vertentes a serem exploradas, e, agora que (FINALMENTE!!!!) estou de férias, terei tempo de postar com mais frequência.
Estou fazendo uma tentativa de incluir o link do blog do Fernando, que é muito bom e eu recomendo que todos dêem uma olhada. Não sei se vou ser bem sucedida, mas, de qualquer forma, outra coisa que devo fazer nas férias é tentar aprender sobre as ferramentas do blog, que realmente não são tão simples (pelo menos em inglês tem uns termos esquisitos).
Ah, para os que reclamaram de serem chamados de anônimos, também vou ver se dá para fazer algo em relação a isso.
Por enquanto é só.

15.6.04

Finalmente, o primeiro texto!

Hoje vou tentar falar um pouco sobre a questão das cotas. Sei que o Brasil tem muitos problemas e a educação, sem dúvida está entre os principais (se não for o principal). Mas não adianta tentar resolvê-los com medidas sem sentido e, que a longo prazo, só trarão mais preconceito e diferenças entre a população.

As cotas foram criadas para “ajudar a pagar uma dívida histórica com os negros”, mas não ajuda em nada, ao contrário, só propaga a idéia de que os negros só têm condições de ingressar numa instituição de ensino pública, com vestibular difícil, se tiverem facilidades, se forem avaliados separadamente dos brancos com condições financeiras melhores (ou não).

Agora, se eu fosse negra, eu não gostaria de entrar através das cotas, por várias razões: eu gostaria de entrar por méritos próprios, e não por causa da minha cor. Não quero ter um atestado de inferioridade em meu currículo escolar, certamente me sentiria mal. “Só passou por causa das cotas, senão não teria capacidade para entrar” - não gostaria de ter essa frase me perseguindo mesmo depois de sair da faculdade, durante uma entrevista de emprego. E as pessoas não devem se iludir, isso VAI acontecer, os cotistas sofrerão preconceito na hora de terem seu histórico avaliado.

Em relação às cotas para estudantes de colégios públicos, acho que a situação é ainda pior, porque negros, índios, pardos, e beneficiários das cotas raciais ainda podem ter tido um bom ensino e desbancar (com dificuldade) a idéia de que não teriam entrado. Mas os outros, com exceção de colégios como Militar, Pedro II (alguns), Caps, e raríssimos colégios que não são uma zona, dificilmente conseguiriam passar no vestibular de carreiras concorridas, como Medicina, Jornalismo ou Direito em faculdades públicas.

Acredito que o governo deva investir, a longo prazo, em melhorias no ensino de base. Os Ensinos Fundamental e Médio devem ser reformulados e seu programa seguido. Eles devem investir em professores, salários melhores, boas condições para os colégios, segurança. etc. E a curto prazo, por que não um pré-vestibular público, para alunos que sintam dificuldades na escola e tenham a necessidade de um acompanhamento maior? Poderiam ser abertos em alguns bairros da cidade, com professores coordenando o programa e com voluntários de várias faculdades, públicas ou não, dando aulas. Assim, os alunos seriam melhor preparados para o vestibular e poderiam ser avaliados em conjunto com os outros e não separados, como se fossem incapazes.

O aluno que entra pelas cotas, normalmente é aprovado com notas baixíssimas em comparação aos alunos de colégios particulares. Isso gera duas outras questões de igual importância: a primeira é que alunos não aprovados com notas maiores que cotistas aprovados continuarão entrando com recursos na justiça e continuarão ganhando, e com razão. Por si só isso já é uma dificuldade de manter o sistema. Em um ano que TODOS os alunos se unam e façam isso, praticamente não entrarão alunos pelas cotas. Com certeza será a maior confusão; a segunda é que esses alunos, sem preparo para o ensino universitário provavelmente não conseguirão acompanhar as aulas ou pelo menos não terão um aproveitamento como os alunos provenientes de colégios particulares. Assim, se sentirão excluídos e as taxas de abandono aumentarão.

Outro aspecto a ser abordado é o dos transportes. Não adianta fazer os estudantes de baixa renda passarem no vestibular, pois eles ainda continuarão sem dinheiro para pagar ônibus, barcas, etc. Aliás, mesmo os estudantes com renda razoável e até boa (incluindo estudantes de faculdades particulares) têm muita dificuldade de manter o gasto fixo de quase R$ 100,00 (em média) por mês só em transportes, sem contar livros (não dá para alugar todos da biblioteca). Ou seja, vários fatores influenciam para que o estudante consiga terminar seu curso.

Não adianta o governo querer “socar” os alunos nas universidades públicas se não pode dar estrutura para que eles estudem com tranqüilidade, sem interrupções. Há vários problemas em que o governo pode trabalhar antes de abrir frentes para que quaisquer tipos de estudantes ingressem em universidades.

Vou ficar por aqui, pois há várias outras coisas que tenho a dizer sobre esse assunto, mas o texto já está muito grande. Mas ainda há muito mais a dizer e vou fazê-lo, com certeza, aguardem.


Beijos,

Ana

8.6.04

Como estou perto de provas, não estou tendo muito tempo para escrever nada. Mas pretendo, em breve, dar início aos assuntos de que quero tratar. Provavelmente a questão das cotas será o primeiro assunto de que falarei.

Até +!

Ana

31.5.04

Oi!!!

Oi para todos, este é meu primeiro contato... Ainda não sei sobre o que falarei em meu blog, mas sei que serão assuntos variados, não me dedicarei a nada específico.
Devo dizer que não era muito adepta da onda dos blogs, mas lendo o blog de um amigo meu, Fernando, me convenci. Assim que eu aprender como faço as coisas aqui coloco o link para que possam visitá-lo.
Por enquanto é só... Mandem sugestões.
Beijos,