Não me considero nenhuma aficcionada por esportes. Assisto aos jogos do Flamengo e eventuais partidas de outras modalidades que pareçam interessantes. Mas, da mesma forma que, durante a Copa do Mundo, todo mundo parece ser apaixonado por futebol, nas Olimpíadas fica mais fácil entender e apreciar vários esportes menos cotidianos. Reconheço que, para mim, ter trabalhado no Pan e no Parapan, ano passado, influenciou muito. Estar ali, ao lado dos atletas, vendo-os competir ao vivo e a cores traz uma emoção muito grande. Mesmo quando eles não são brasileiros! A gente torce, é claro, mas o mais legal é realmente ver de perto tudo que eles conseguem fazer nas quadras, piscinas ou tatames. Depois de passar pela experiência de cobrir os Jogos, você não os verá da mesma maneira, mesmo assistindo somente pela televisão.
Junte tudo isso ao fato de não estar trabalhando atualmente e o resultado são muitas madrugadas alternando Sportv 1, 2 e 3 (infelizmente minha NET analógica não permite o 4 e o 5). Agora mesmo, são 2h20, acabei de ver a final da Individual Geral da Ginástica, pedaços das oitavas-de-final do judô e melhores momentos do vôlei feminino. Isso, só do Brasil.
Parece realmente um vício, chega devagarzinho: primeiro você acorda cedo para ver a cerimônia de abertura (bonita, mas longa, e infelizmente, cheia de fraudes já descobertas. Que papelão, hein, China!), depois começa a assistir aos jogos de futebol feminino e vôlei, logo se deixa levar pela ginástica e o judô e quando percebe está discutindo as baterias do atletismo. Nos últimos dois dias eu assisti, além desses já mencionados, boxe, handebol, natação, é claro (alguém mais já tá de saco cheio do Phelps??), basquete, vôlei de praia, remo...
Não me lembro mais da tabela do campeonato brasileiro, nem de quando vai ter jogo do Flamengo. E todos os dias penso em dormir cedo, mas 'ah, só mais essa luta/esse set/esse aparelho/etc/etc/etc', e não me lembro da última vez que fui dormir antes das quatro da manhã. Tudo bem, depois acabo dormindo até meio dia, mas como meu cachorro sempre me acorda quando quer sair (ele dorme comigo no quarto, com a porta fechada e me chama quando precisa fazer suas necessidades. Educado, né? hehe), o que costuma ser entre 6h e 7h30, aproveito para ligar a TV e conferir se está passando algo que valha a pena acordar para ver. Tô dizendo é vício total!!!
Infelizmente, no quesito 'Quadro de Medalhas', o Brasil segue fraquinho, fraquinho... É impressionante quantas 'promessas de ouro' nós temos quando começam os jogos e como elas vão se transformando em bronze, latão, plástico, papel... Thiago Pereira, João Derly, Edinanci... A Jade, tadinha, já tem aquela cara de choro constante, já reparou? Parece que ela está sempre preparada para cair. Hoje foi até irônico (uma ironia cruel, é verdade), a comentarista dizer que os dois aparelhos finais eram os melhores da atleta, que seria a chance dela melhorar ainda mais a nota. Adivinha se não foi nos que ela teve o pior desempenho? Podem dizer que é azar, mas todos sabemos que vai muito além disso.
O Brasil não investe um décimo do que deveria (e poderia!) em esportes. Nós enviamos delegações enormes, o que mostra o interesse das pessoas em se tornar atletas e dedicar suas vidas a isso, tornar o esporte sua profissão de fato. Só que para ser bem sucedido neste ramo é preciso muito mais do que boa vontade, sonho e dedicação. Os locais de treino devem ser os melhores possíveis, deve haver patrocínio, excelentes treinadores, acompanhamento nutricional e constante condicionamento físico, só para começar a pensar em bons desempenhos. O essencial, porém, é aparentemente ignorado por aqui: todo e qualquer atleta precisa de acompanhamento psicológico constante! Não é bobagem não, nervosismo, ansiedade e falta de concentração atrapalham em todas as áreas de trabalho, imagine no esporte.
As pessoas costumam falar que as meninas da ginástica são muito novas, e é normal ficarem nervosas. Mas o fato é que as americanas são muito novas, as russas são muito novas, as romenas são muito novas e as chinesas mais novas ainda! Elas cometem erros, mas se recuperam dos erros muito melhor que as brasileiras. Por quê? Porque têm mais anos de treinamento, ok, mas principalmente porque são preparadas psicologicamente para toda a pressão que enfrentam. Sabem que terão um novo aparelho, ou uma série de solo apenas minutos depois daquele erro e precisam estar bem se ainda pensa em conquistar alguma medalha. As brasileiras choram, se desconcentram, aí ferrou tudo!
O brasileiro tem jeito para o esporte, ele se destaca. O 'país do futebol' poderia ser também a 'segunda casa do judô', a 'nação dos esportes de quadra' e por aí vai. Só que parece ficar sempre faltando aquele tchan no final, o extra, the cherry on top. As Olimpíadas são um belo espetáculo independente de quem ganha. No entanto, espero que a nossa frustração possa ser um pouquinho menor daqui a quatro anos. Que venha Londres!
Junte tudo isso ao fato de não estar trabalhando atualmente e o resultado são muitas madrugadas alternando Sportv 1, 2 e 3 (infelizmente minha NET analógica não permite o 4 e o 5). Agora mesmo, são 2h20, acabei de ver a final da Individual Geral da Ginástica, pedaços das oitavas-de-final do judô e melhores momentos do vôlei feminino. Isso, só do Brasil.
Parece realmente um vício, chega devagarzinho: primeiro você acorda cedo para ver a cerimônia de abertura (bonita, mas longa, e infelizmente, cheia de fraudes já descobertas. Que papelão, hein, China!), depois começa a assistir aos jogos de futebol feminino e vôlei, logo se deixa levar pela ginástica e o judô e quando percebe está discutindo as baterias do atletismo. Nos últimos dois dias eu assisti, além desses já mencionados, boxe, handebol, natação, é claro (alguém mais já tá de saco cheio do Phelps??), basquete, vôlei de praia, remo...
Não me lembro mais da tabela do campeonato brasileiro, nem de quando vai ter jogo do Flamengo. E todos os dias penso em dormir cedo, mas 'ah, só mais essa luta/esse set/esse aparelho/etc/etc/etc', e não me lembro da última vez que fui dormir antes das quatro da manhã. Tudo bem, depois acabo dormindo até meio dia, mas como meu cachorro sempre me acorda quando quer sair (ele dorme comigo no quarto, com a porta fechada e me chama quando precisa fazer suas necessidades. Educado, né? hehe), o que costuma ser entre 6h e 7h30, aproveito para ligar a TV e conferir se está passando algo que valha a pena acordar para ver. Tô dizendo é vício total!!!
Infelizmente, no quesito 'Quadro de Medalhas', o Brasil segue fraquinho, fraquinho... É impressionante quantas 'promessas de ouro' nós temos quando começam os jogos e como elas vão se transformando em bronze, latão, plástico, papel... Thiago Pereira, João Derly, Edinanci... A Jade, tadinha, já tem aquela cara de choro constante, já reparou? Parece que ela está sempre preparada para cair. Hoje foi até irônico (uma ironia cruel, é verdade), a comentarista dizer que os dois aparelhos finais eram os melhores da atleta, que seria a chance dela melhorar ainda mais a nota. Adivinha se não foi nos que ela teve o pior desempenho? Podem dizer que é azar, mas todos sabemos que vai muito além disso.
O Brasil não investe um décimo do que deveria (e poderia!) em esportes. Nós enviamos delegações enormes, o que mostra o interesse das pessoas em se tornar atletas e dedicar suas vidas a isso, tornar o esporte sua profissão de fato. Só que para ser bem sucedido neste ramo é preciso muito mais do que boa vontade, sonho e dedicação. Os locais de treino devem ser os melhores possíveis, deve haver patrocínio, excelentes treinadores, acompanhamento nutricional e constante condicionamento físico, só para começar a pensar em bons desempenhos. O essencial, porém, é aparentemente ignorado por aqui: todo e qualquer atleta precisa de acompanhamento psicológico constante! Não é bobagem não, nervosismo, ansiedade e falta de concentração atrapalham em todas as áreas de trabalho, imagine no esporte.
As pessoas costumam falar que as meninas da ginástica são muito novas, e é normal ficarem nervosas. Mas o fato é que as americanas são muito novas, as russas são muito novas, as romenas são muito novas e as chinesas mais novas ainda! Elas cometem erros, mas se recuperam dos erros muito melhor que as brasileiras. Por quê? Porque têm mais anos de treinamento, ok, mas principalmente porque são preparadas psicologicamente para toda a pressão que enfrentam. Sabem que terão um novo aparelho, ou uma série de solo apenas minutos depois daquele erro e precisam estar bem se ainda pensa em conquistar alguma medalha. As brasileiras choram, se desconcentram, aí ferrou tudo!
O brasileiro tem jeito para o esporte, ele se destaca. O 'país do futebol' poderia ser também a 'segunda casa do judô', a 'nação dos esportes de quadra' e por aí vai. Só que parece ficar sempre faltando aquele tchan no final, o extra, the cherry on top. As Olimpíadas são um belo espetáculo independente de quem ganha. No entanto, espero que a nossa frustração possa ser um pouquinho menor daqui a quatro anos. Que venha Londres!
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