4.6.08

Mudanças a vista

Queria comunicar aos meus sete leitores (nossa, alguém anda superestimando o blog, hein? rsrs) que o Presença vai mudar. Cansei de tudo! Cansei do nome, do layout e de ter menos de sete leitores... Só não cansei de escrever, pois quando isto acontecer é melhor eu mudar de profissão ;)

O layout foi mudado recentemente, mas ainda não gostei do resultado. Antes era padrãozão, agora ficou boring. Não consigo muito bem explicar a diferença entre os dois, mas é algo assim: padrão é comum, mas não considerava feio, gostava das minhas cores, etc. O layout novo saiu da preguiça, mas é meio blasé. Sem atrativos. Ah, vocês entenderam...

Já o nome... Apesar de até hoje algumas pessoas acharem legal, eu mesma acho muito 2004. Na época da Presença de Anita, foi ótimo, super a ver, que sacada legal, etc. Só que, há algum tempo não estou mais satisfeita. Realmente cansei. Sei que já disse isso, mas então, olha como eu não sou contraditória!

Tenho esbarrado em dois problemas, though.

1) Queria uma barra de título bem interessante, algo diferente do que a Blogger oferece. Vejo várias por aí e até descobri como adequá-las ao layout. Tudo estaria perfeito se eu não fosse péssima com arte, tanto para visualizar quanto para executar. Alguém se oferece para fazer uma arte legal para mim?

2) TODOS os títulos legais em que penso, sem exceção, estão tomados. Quando eu vejo um título que está sendo utilizado de uma maneira legal, nem me incomodo. O que é uma maneira legal? Estar no Blog de uma criatura com posts regulares. O que não é legal? Estar no blog de uma criatura que nunca escreveu uma linha. Ou que escreveu umas 10 linhas, seis ou cinco anos atrás.

Despejo toda a minha ira nas centenas de pessoas que, lá pelos idos de 2002 decidiram ter um Blog, conseguiram os melhores links, escreveram uma postagem apenas (às vezes, nem isso) e depois... sumiram! Puft! Abandonaram os Blogs, com seus links perfeitos e nem sequer deixaram um email de contato.
Despejo toda a minha ira também no Blogger, por permitir que isso aconteça. Eu sei que o serviço é gratuito e tal, mas não precisava ser esta esculhambação, né? Sinceramente, não havia nenhum mal em incluir uma cláusula naquele contratinho em que a gente clica afirmando que leu e concorda com todos os termos (apesar de na verdade, não termos lido nada, hehe), falando que você tem, por exemplo, o prazo de um ano para começar a postar. Isto evitaria a quantidade de Blogs que existem por aí só com título. É isso mesmo, só com título! Nem aquela postagem inicial, “Oi, nossa, que legal, estou começando meu blog, que emoção, blá, blá, blá, estou doido para escrever aqui todos os dias, mas na verdade, nunca mais vou voltar, etc e tal” os desgraçados se deram ao trabalho de escrever.

Pior ainda: Muitos não escrevem absolutamente nada no perfil, tornando-se impossível contatá-los para pedir, delicadamente, é claro, “O seu fdp, lembra daquele espaço tão bonito e colorido que você possui no Blogger?? É, aquele onde pretendia contar todos os detalhes da sua vida encantada? Então, já que você NUNCA o utilizou, será que pode cedê-lo a alguém que faça melhor uso do mesmo?” Ah, fala sério, você me cederia seu link, né? Such a lady...

Então, é isso. Por que eu vim aqui comunicar uma mudança que sequer tem data para ocorrer? Ah, porque Blog é para isso, né? Até porque, gostaria muito que meus quatro leitores mandassem comentários, opiniões e sugestões para o novo Presença (ou sei lá que nome vai ter). Nossa, participação dos leitores, isso seria a glória! Quem sabe... Ando cheia de esperanças, né? Mas é bom. Só quem pratica sabe as delícias de ser otimista.

Um beijo.

31.5.08

Comentários sobre o Big Post abaixo:

-Sexta-feira passou em branco, né? Mas é que nada realmente mereceu destaque...

-Não consigo parar de rir vendo a foto do Barney decidindo o que quer hehehe

-Para ver como deu trabalho, o post saiu com hora 12h51, sendo que já são 19h. Lembrando que a Blogger publica os posts com o horário em que foram abertos, não importa quanto tempo você leve escrevendo. É claro que não fiquei seis horas straight no PC, fiz várias coisas, almocei, etc. Mesmo assim, ufa... Dá trabalho essa história de ser blogueiro, hein!

Mas fala sério, adoraria viver do meu Blog. Quem sabe um dia...


As melh... er, quer dizer, piores da semana

Hoje vai rolar resumão no Blog. Simplesmente por que esta semana atingiu o auge da bizarrice. Sério, há muito não via tantos fatos e fotos ensandecidos assim. Tô quase trocando o nome do blog para 'Nonsensical World' (hey, that's an idea!!). Antes de tud0, só quero comentar a dificuldade que é encontrar no raio do site da Globo.com fotos publicadas n'O Globo (eu sei que esta contração não existe, mas, ah, a reforma gramatical tá aí pra isso!). Aê, galera, vamos melhorar o acesso a esse arquivo, hein! Queria duas fotos desta semana e tive que scannear do meu jornal, porque conseguir no site, não rolou... Aliás, nem no Google, nem no Banco de Imagens do JB...

Massss, enfim, vamos começar.


Quinta-feira, Jornal 'O Globo' - Primeiro caderno



A fatídica foto scaneada ('A' porque a outra decidi trocar, nem procurem).

Advogado da Frente Parlamentar Evangélica discute com deficientes físicos, dizendo que deveriam "se curar pela fé". Eu já acho absurdo existir "Frente Parlamentar Evangélica". Aliás, acho que nenhum indivíduo com um cargo religioso deveria ser elegível a cargos públicos. Não é compatível!! Se a pessoa optou por dedicar a vida a Deus, pregando, etc, não vai servir bem aos propósitos governamentais. E vice-versa.

Encontrei esta matéria no G1 que acredito ser referente à mesma pessoa que prega acima:

... Bem, como eu ia dizendo, vou fazer um resumo da matéria que encontrei no G1 já que este não 'empresta' suas matérias para outrem. Traduzindo, não permite o famoso ctrl c ctrl v.

Na última quarta-feira (28) o advogado voluntário da Frente Parlamentar Evangélica Matheus Santhler causou tumulto em frente ao Supremo Tribunal Federal. Ao abordar os deficientes físicos presentes no local, disse que ia apresentá-los a ex-paraplégicos curados através da fé em Deus. Além disso, disse que ia levá-los ao templo de um amigo. A declaração final eu PRECISO citar na íntegra:

(sobre o templo do amigo dele)

"Todo mundo pode vir: negros, homossexuais e deficientes. Até prostitutas e travestis podem vir. Mas o homossexual tem que sair de lá falando grosso e macho."

Ahm, ok, then.

Ainda no primeiro caderno


Antes da notícia, vocês se lembram disso?




Pois é, já era...


Não ficou bem mais bonito??

Fora o fato de que, a partir de agora São Fidélis vai poder voltar a ser cenário de fotos como esta...



Ui! Só gatcheeenho!!!

Mas antes do derradeiro adeus ao patético monumento, vamos analisar um close mais uma vez.



É muito ridículo! A estátua foi retirada devido a uma lei que só permite homenagear com monumentos pessoas que estejam mortas. Que pena, não? (A 'pena' é que eles não possam ser homenageados ainda... entendeu o trocadilho?)


O título é do Globo Online, a matéria do Terra
(Já que o pentelho do G1 não libera seus textos... Por que eu mantive o título, então? Ah, porque é o melhor de todos...)


"Alguns pterossauros preferiam andar a voar"

Pterossauros, répteis gigantes voadores da era dos dinossauros passavam mais tempo no chão do que no ar e estavam mais adaptados à vida em terra, segundo um estudo da Universidade de Portsmouth, na Inglaterra, publicado na revista científica PLoS ONE.
Até agora, os paleontólogos pensavam que todos os pterossauros que povoaram a Terra entre 230 e 65 milhões de anos, eram parecidos com as gaivotas ou pelicanos, pássaros marítimos que sobrevoam lagos e oceanos procurando peixes. Porém, após o estudo da anatomia, das pegadas e da distribuição de fósseis de um pterossauro, o "Azhdarchidae", os paleontólogos Mark Witton e Darren Naish asseguraram que este estereótipo não se aplica a todos os répteis voadores.

Vou parar por aqui, o resto não é muito interessante.

Mas antes...

Ah, pergunta se ele prefere whisky ou cafezinho...





Tá, este não é um pterossauro... É o Barney, e nem adianta perguntar de que raça ele é (se usa raça para dinossauro??). O verdadeiro bichinho segue abaixo.




Simpático, não? Tá vendo, por isso que eu preferi o Barney...


Fechando a quinta-feira com Globo.com





Sinceramente, não me interessa muito saber quem é esta pessoa, apesar de que, se não me engano, é alguma ex-BBB. O que importa aqui é o questionamento: o que leva alguém a se entregar a este estilo 'Índio Peri loiro'?? Seria esta foto tirada logo após o corte? É por isso que ela está com cara de m...?


Tá bom, vai. Descobri que o nome da criatura é Bianca Jahara e descolei uma fotinho pré-agonia.



Oops

Conclusões:

1) Já não era lá essas coisas, né? Achei que o corte tinha piorado muuuuito a pessoa, mas nem...

2) A expressão de coitada da primeira foto não foi uma conseqüência do corte. Quer dizer, não necessariamente. Fica atestado aqui que a cara da moça é esta mesma...


Hoje, só Globo.com


Antes e depois

Sabe aquelas matérias de revista de moda que mostram o antes e o depois de um corte, ou maquiagem? Então, decidiram transformar um japa em little back.



Antes... ... Depois


Gente, é o processo inverso do Michael Jackson!!!
Meninas, já sabem, né? Bronzeamento artificial já era, a onda agora é escalar o Everest! Você volta com uma bela cor e toda durinha (pode ser congeladinha, também, mas isso é detalhe hehe...).
Mas brincadeiras a parte, impressionante a motivação: com 77 anos, o nepalês Min Bahadur Scherchan se tornou a pessoa mais velha a chegar ao topo do mundo. Inspirem-se!




Para fechar!




Ahahahaha, só a foto já bastava! Detalhe da meia furada...
Mas fica melhor: o sujeito entalado na chaminé era um ladrão tentando assaltar uma casa em Porto Alegre! Me lembra aqueles ladrões do "Esqueceram de Mim"... Com uma ajudinha do adorocinema.com, Harry e Marv. Só queria ver a cara do coitado para ver se parece mais com o Joe Pesci ou com o outro.

Os bombeiros tiveram que quebrar uma parte da lareira para prender o indivíduo. Quer dizer, mesmo sem roubar o desgraçado ainda deu preju!



Nossa, tô até cansada!

Deu trabalho este post, viu? Mas gostei! Espero que o resultado fique bom.


Beijocas

All over, all around...


É só isso! Não precisa mais nada...
Não sei se é montagem, deve ser, mas é fantástico!
ahahahah

29.5.08

E mais freakshow para a galera!!!

Para a gente não ficar pensando que bizarrices e absurdos só acontecem aqui, olha só o que eu li no informe do Comunique-se hoje:

"Revista chinesa faz ensaio sensual em destroços do terremoto de 12/05"

Por Carla Soares Martin

A revista chinesa The New Travel Weekly fez um ensaio sensual com modelos nos destroços do terremoto ocorrido em 12/05. Com epicentro na região da província de Sichuan, o fenômeno natural já provocou a morte de mais de 65 mil pessoas. O terremoto atingiu 7,9 graus na escala Richter.
As mulheres estavam seminuas e exibiam lingeries com bandagens ensangüentadas.
Como conseqüência, o governo chinês fechou, temporariamente, a revista. A agência oficial Xinchua justificou: "(O ensaio) é uma severa violação à moral da sociedade e está causando efeitos sociais extremamente negativos."A revista, contudo, pode voltar a ser publicada, pois, segundo a agência oficial Xinchua, o erro da chefia não pode prejudicar toda a redação. A publicação colocou em seu site um pedido de mea-culpa: "Nossos mais sinceros pedidos de desculpas ao povo." Com informações do The Australian e da BBC Brasil.


MEUDEUSDOCÉU!!! Tudo bem que a censura na China costuma extrapolar, mas desta vez foi muito bem aplicada. Você consegue imaginar uma mãe que perdeu um filho, ou vice-versa, folheando uma revista e se deparando com um ensaio sensual feito no cenário da morte de seu familiar? E outros milhares de cidadãos chineses??

O que será que estava passando na mente infeliz do editor em permitir algo assim??

Pois é... nonsense all over.

28.5.08

Dando segmento a situações nonsenses...

Geeeeente, olha só isso, as empresas estão perdendo a noção mesmo: do ridículo, do absurdo, do ético, do coerente, enfim, escolha o que melhor se aplicar.

Como muitos de vocês (muitos? Que muitos? Este Blog só tem uns 3 ou 4 leitores! Enfim...), sou cadastrada em várias lojas por aí. Há alguns dias, recebi o seguinte email da Uncle K, que, para quem não sabe, vende bolsas, calçados, carteiras e etc:


"A Uncle K quer cada vez mais se envolver em projetos sociais ou ambientais e gostaria de saber o que você tem a dizer sobre isso. Queremos que você nos ajude a escolher em qual segmento atuaremos. Seguem as opções abaixo:

( ) Instituições voltadas para a proteção e saúde da criança
( ) Instituições que se preocupam com as questões envolvendo a mulher
( ) Instituições preocupadas com o impacto ambiental
( ) Outros _____________________________

Deixe aqui o seu comentário ou sugestão:


Muito obrigado pela sua participação!

Quando definirmos qual o segmento e a instituição escolhida, voltaremos a entrar em contato com você."


?????? Hein??? Foi isso mesmo??
Eu JURO!!!!! A reprodução é fiel, a cara de pau idem.

Depois de olhar para o email por uns dois minutos tentei expressar minha indignação da forma mais educada possível.

Marquei 'outros' e no espaço indicado a sugerir uma instituição, escrevi 'Onde vocês acharem melhor'. O meu 'comentário ou sugestão' foi o seguinte:

"Acho ótimo que a empresa 'queira' se envolver em projetos sociais ou ambientais. Mas será que quer mesmo? Ou só deseja colher os frutos de ser uma empresa socialmente responsável? Quem quer fazer pela própria vontade, não tem a necessidade de espalhar pelos quatro cantos que vai fazer, muito menos pede opinião sobre onde vai investir. Acho que o principal aspecto da questão humanitária é a identificação. Não adianta eu achar que é mais importante neste momento este ou aquele projeto, mas sim vocês, da Unkle K pensarem o que acham mais significativo. Sinceramente, esta iniciativa 'boazinha' de vocês fez a empresa perder muitos pontos comigo."

E fez mesmo!!! Como assim os caras vêm posar de preocupados com projetos sociais e me pedir opinião de onde investir? Quer fazer? Faz! Pode colocar no site da empresa um ítem no menu falando sobre isso, ok. Mas querer levantar bandeira de responsabilidade social sem nem ter feito nada ainda é o cúmulo!

Obviamente, ninguém me respondeu. Nem abordando meu comentário, nem para me 'informar' sobre a instituição escolhida. Obviamente, também, não faço a menor idéia de como outros clientes se portaram em relação à singela enquete. Certamente, muitos adoraram a iniciativa...

Triste...

16.5.08

WTF?!?!

É impressionante como se vêem as coisas mais nonsenses no Rio, não é mesmo?

Estava eu indo para Botafogo ontem quando, na esquina da Bartolomeu Mitre com a rua da Auto-estrada, surge uma criatura vestida de paquita, com uma peruca loira channel, uma roupitcha rosa pink e botas brancas, cantando e dançando para os motoristas no sinal. Assim, como uma versão 2008 dos malabaristas de bolinha de tênis. Será que pega?

Bem, sinceramente, não tem como não olhar. Eu mesma, que estava no ônibus na outra pista, fiquei quase hipnotizada com aquele show bizarro. Mas não vi a pessoa (não deu para ver se era homem ou mulher... talvez algo in between) conseguir um realzinho sequer. Talvez porque, no final das contas, seja muita cara de pau, né?? Criativo, ok, mas indiscutivelmente cara de pau...

Porém, reconsiderando, do jeito que as coisas estão no Brasil, quem sabe? Daqui a pouco vai ser convidado (a) (?) para trabalhar em algum quadro no Pânico na TV, or something.

O título? Bem, o título era a única coisa que eu conseguia repetir (mentalmente, é claro) ao assistir ao showzinho...

11.5.08

Mais uma para o dia das Mães!!

Gente, quando a minha hora finalmente chegar e eu estiver esperando meu primeiro filhinho, quero ficar igualzinha a Jéssica Alba!

She is soooo cute right now! A grávida mais linda e fofa de todos os tempos!

Assistam a este vídeo e tirem suas próprias conclusões. Só para situar: o marido da Jéssica, Cash Warren, possui um site de desafios (legalzinho por sinal, se você estiver de bobeira na net). Uma pessoa propõe um desafio e outras tentam vencê-lo. E a Jéssica decidiu competir no quesito “mais tempo sem piscar”. Então ela anuncia que vai ganhar de várias pessoas, etc etc.

Ela está sem maquiagem, com os cabelos presos e linda!

Muito quero ficar assim grávida!

Este é mais um exemplo de como a maternidade pode fazer bem. Não que ela não fosse linda antes, mas nem se compara!

Vejam:


Homenagem a todas as mães!

Pode parecer clichê fazer um post assim. Mas não me importo!
Mãe casada, mãe solteira, mãe menina, mãe mais velha, mãe esportiva, mãe perua, mãe básica, mãe de um, dois, três ou dez. MÃE, HOJE É O SEU DIA!

Para homenagear todas as mães do mundo, separei este texto da Martha Medeiros, que você lê em seguida. Parabéns, Mãe, hoje e sempre!!

Um beijo.


O MUNDO NÃO É MATERNAL...
(por Martha Medeiros)
"É bom ter mãe quando se é criança, e também é bom quando se é adulto. Quando se é adolescente pensa que viveria melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.

O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua, não dá a mínima se estamos acompanhados por maus elementos. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividado por 20 anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência, e estoure o cartão de crédito.

Mãe também quer que a gente tenha boa aparência, mas está mais preocupada com o nosso banho, com os nossos dentes e nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna:

não quer que a gente se drogue, que a gente fume, que a gente beba.

O mundo nos olha superficialmente. Não consegue enxergar através. Não detecta nossa tristeza, nosso queixo que treme, nosso abatimento.

O mundo quer que sejamos lindos, sarados e vitoriosos, para enfeitar ele próprio, como se fôssemos objetos de decoração do planeta.

O mundo não tira nossa febre, não penteia nosso cabelo, não oferece um pedaço de bolo feito em casa.

O mundo quer nosso voto mas não quer atender nossas necessidades. O mundo, quando não concorda com a gente, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não pára para nos ouvir.

O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa e qual é o nosso grau de instrução, mas não sabe nada dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.

Para o mundo, quem menos corre, voa. Quem não se comunica se trumbica. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. O mundo não quer saber de indivíduos, e sim de slogans e estatísticas...

Mãe é de outro mundo. É emocionalmente incorreta: exclusivista, parcial, metida, brigona, insistente, dramática, chega a ser até corruptível se oferecermos em troca alguma atenção.

Mãe sofre no lugar da gente, se preocupa com detalhes e tenta adivinhar todas as nossas vontades, enquanto que o mundo propriamente dito exige eficiência máxima, seleciona os mais bem dotados e cobra caro pelo seu tempo.

Mãe é de graça!!!"

7.5.08

Meu amante virtual

Sei que já tem um tempinho que não posto nada, mas é que... Não resisti. A onda dos bazares virtuais conquistou mais uma adepta. Admito: estou traindo meu Blog. Com outro Blog!

Fiquei sabendo dos brechós online através de uma amiga. Ela comentou comigo e depois mandou uma matéria sobre o tema. Adorei a iniciativa das meninas que revendem pela internet suas peças com pouco tempo de uso e me viciei. Comecei a entrar toda hora nos bazares e descobrir cada vez mais endereços novos. Até que, me rendi e criei o meu. Agora passo todo o meu tempo vago (que, graças a Deus, não tem sido muito) tirando fotos de saias, blusas e até perfumes que quase não usei para postar em meu Blog-amante. E quando não estou tirando fotos ou escrevendo os posts, estou pensando em potenciais vendas. Uma loucura!

Não é tanto pelo dinheiro, já que as peças são revendidas por um valor muito abaixo do de mercado. Envergonhada, devo admitir que o que mais me atraiu na iniciativa foi a possibilidade de abrir espaço em meu armário para novas coisas. Ah, sem falar que vai ser ótimo não ouvir minha mãe reclamando que é um absurdo eu comprar blusas com a quantidade que já tenho. Pois é, mãe, agora não tenho mais... (sorrisinho malicioso).

O que me conforta é que este é também o pensamento das outras blogueiras, que compram sem parar e, como eu, precisam de espaço. E, como eu, devem ter mães, pais ou namorados enchendo o saco com a abundância de calças jeans ou sandálias pretas.

Eu juro que este post não era para fazer comercial. Estava começando a me sentir culpada ao entrar no painel do Blogger e ver o Presença ali, abandonado. Então vim me confessar e expiar minha culpa. Mas já que estou aqui... Não custa divulgar, né? ;)

Bazar sem grife
http://bazarsemgrife.blogspot.com/

Beijocas

23.4.08

Show de amadorismo!

Bem, qualquer pessoa que lê jornais físicos ou online já deve saber que houve um tremor de terra no Brasil, há algumas horas, que pôde ser sentido em SP, RJ, PR e SC. Ou pelo menos, em cidades ou regiões destes estados. Eu, por exemplo, estava na Gávea por volta das 21h, quando foi relatado o ocorrido e não senti nadinha. Mas, enfim, teve gente que sentiu e a verdade é que foi o mais próximo de um terremoto que o Brasil já chegou. Durou cerca de cinco segundos e atingiu 5,2 na famosa escala Richter (que já faz algum tempo, aprendi que não é Ritcher... E eu sei que não tem nada a ver, mas agora estou com 'Menina Veneno' na cabeça, hehe. Não reparem, lapsos de loucura...).

Aaaaanyway, não é para comentar o semi-terremoto em si que estou aqui, mas sim outros lapsos estranhos. Todos combinados em um: a reportagem que a Rede Globo produziu sobre o fenômeno. Gente, o que foi aquilo? Começa William Waack a contar a notícia e Christiane Pelajo continua. Até aí nada demais, é a Central Globo de Jornalismo de sempre. Até que a âncora chama uma repórter do RJ para dar detalhes. Começa uma diversão cruel. Eu sei, poderia ser eu! Na verdade não eu, nunca quis nem pretendo fazer TV, meu negócio sempre foram os impressos. No máximo, eu poderia ter escrito o texto que ela errou sem parar. Mas poderia ser alguma amiga. E na verdade, ela não deixa de ser uma colega de profissão, mesmo desconhecida. Mesmo assim, não consigo não contar quantas vezes ela erra. Desde a demora na entrada (totalmente perdoável) até o ponto em que dá vontade de virar diretor de novela. Corta!

Coitada da moça. Não acho que era sua estréia, na verdade, lembro-me de tê-la visto antes. Pode até ser veterana, sei lá. Mas ficou muito nervosa com o tremor de terra! Talvez tenha sentido alguma coisa...

"Ah, mas foi só isso?" Não, antes fosse. A jornalista chama SP e outra repórter entra em cena. Ela sim parece cruel, já que entra no ar sorrindo como se estivesse cobrindo uma Expo Noivas e Gestantes, ou ainda uma Feira de Filhotes. Vejam bem, não está gargalhando, mas o sorriso é bem perceptível. Logo depois some. Ufa, coerência. Será? O semblante estranho dá lugar a uma locutora de jogo de futebol. Ninguém ensinou a esta pessoa que jornalismo televisivo não é rádio? Ela fala rápido, muito mais do que o normal e articula a boca demasiadamente. Emenda frases sem respirar. Tenta diminuir o ritmo em um momento, sem muito sucesso.

A próxima parte da reportagem, narrada com imagens e depoimentos de moradores de SP foi Padrão Globo de Qualidade. Mapinhas de infográficos e explicações detalhadas. Tudo ótimo e o principal, um jornalista no ponto. Nada a declarar. Se a produção fosse encerrada ali, o final salvaria o meio atabalhoado. But there was more to come...

William Waack chama um repórter direto do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Desta vez, a culpa não foi do jornalista. Ele entrevista o chefe do observatório. Por que mesmo eles foram a Brasília cobrir isto, hein? Não tinha nenhum outro profissional mais apto a falar ao vivo não? Desculpem a ignorância, sequer sei se existem outros centros como o de Brasília, mas devem existir, certo? Em SP ou no Rio? No Sul, talvez, para que ninguém me acuse de achar que só no Sudeste há tecnologia...

Enfim, também não quero ser taxada de preconceituosa. Meus comentários NÃO são referentes ao sotaque do referido senhor, que fique claro! Mas será que alguém conseguiu entender tudo o que ele disse? Se entendeu, pegou alguns erros de português bem desagradáveis no discurso. Será que é pedir muito que o chefe do observatório sismológico supostamente mais importante do Brasil saiba se expressar um pouco melhor?

O tormento acaba quando finalmente o repórter chama de volta William Waack. A exibição original foi para o Jornal da Globo, mas a internet está aí para (semi) imortalizar as coisas e é claro que o vídeo rapidinho foi parar na Globo.com, onde o assisti.

Para compartilhar desta magnífica experiência jornalística basta clicar no título.

15.4.08

A arte de valorizar o que é nosso

Em tempos de celebridades instantâneas e procriação de BBBs é importante parar por um minuto que seja e celebrar o que a gente possui. O que é nosso e ninguém tira. Pode ser uma situação que esteja ocorrendo, um relacionamento, uma alegria. Ou pode ser tudo isso junto, quando a pessoa é iluminada o suficiente para ter orgulho de tudo que é e possui (não falo só de bens materiais, é claro!), e nem sequer pensar trocar de vida com outro alguém.

Há um tempo recebi este texto, e gostei tanto que quis guardá-lo. Como ando sem tempo e assunto, achei que faria um post interessante. Espero que gostem.

Até!


A MASSACRANTE FELICIDADE DOS OUTROS
(por Martha Medeiros)

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco. Há no ar um certo queixume sem razões muito claras. Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero, uma música que dizia: "Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento". Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim.

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados. Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo". Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas - fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas tem.

Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista. AS MELHORES FESTAS ACONTECEM DENTRO DO NOSSO PRÓPRIO APARTAMENTO.

28.3.08

O Português e a Mídia

Não, não é piada de português... Hoje recebi um email falando sobre uma reforma ortográfica que será realizada na língua portuguesa. Foi a primeira vez que li algo sobre o assunto. Lembro-me da época em que havia história e estória. Até hoje tenho a impressão de que a segunda foi abolida por muitas pessoas não saberem empregá-la. Outra questão que há muito se discute é a da manutenção do trema. Pois é, ele já era. Assim como acentos e hífens em algumas situações. Parece que o Brasil terá apenas poucas mudanças em sua gramática e Portugal será o país mais afetado. A intenção é unificar o idioma. Mesmo assim, vai ser estranho não usar acento em idéia e crêem, dois exemplos que me vêm à cabeça agora.

Enfim, este post não é para abordar a reforma em si (mesmo assim, você pode conferir abaixo as mudanças), mas para comentar uma coisa interessante: por que será que não havia saído NADA sobre isso até agora?? Vejam bem, essas modificações não estão sendo preparadas, para entrar em vigor daqui a sei lá quantos anos. Elas serão adotadas oficialmente dia 1° de janeiro de 2009 e devem começar a ser utilizadas não-oficialmente antes disso. É muito estranho ninguém ter publicado nada, quer dizer, pelo menos eu não tinha lido sobre a proposta até esta manhã, assim como a maioria das pessoas com quem falei sobre o assunto. Conversando com um amigo que, de fato tinha conhecimento da reforma (talvez por ser estudante de Letras...), ele comentou sobre a falta de iniciativa da mídia em divulgar informações educacionais ao povão. É, pode ser. Mas penso que é algo muito pior. Na minha opinião, os meios de comunicação não se deram ao trabalho de elaborar matérias sobre tal tema pelo simples fato de pensar que não seriam procuradas. "Não vende".

Para ter uma idéia do que estou falando, é só conferir as matérias mais lidas de sites como Globo.com, Terra, UOL, etc. Na maioria das vezes são bobagens sobre celebridades e/ou futebol (não que este seja bobagem, mas é entretenimento, de certa forma). Aliás, fiquei tão satisfeita hoje quando liguei meu pc e pela primeira vez em três meses a primeira notícia (aquela chamada enorme, de destaque) da Globo.com NÃO era sobre BBB. Faz até a gente pensar que vive num mundo livre desta praga miserável. No entanto, infelizmente sou obrigada a me conformar com o fato de que a praga, ah, essa sim, vende. E vende muito.

Mas como começou a vender? Este é o problema. Os meios de comunicação têm grande parte da culpa no processo de idiotização das pessoas. Porque são eles que dão destaque para as matérias inúteis. Algum dia, algum editor decidiu que BBB tomaria o lugar de uma notícia sobre saúde, política, educação, ou semelhante. E o Big Brother não é a única ruína do mundo, antes dele vieram outros realitys e antes disso, bem, antes disso a internet ainda nem era tão popular assim, certo? Ao menos no Brasil. Mas a questão é que em um dado momento futilidades passaram a ser empurradas, aos poucos, para que as pessoas fossem se acostumando e hoje são notícias principais. E a Mulher Melancia vira capa da revista de domingo! Créééééuuuu! Na gente, né? Nas pessoas que esperam um pouco mais de seu jornal e da informação que recebem também através da internet.

A propósito, o email deve ter se espalhado e chegado às redações, já que vi agora, há uns cinco minutos, no cantinho da página da Globo.com (obviamente sem metade da importância devida), uma chamadinha sobre a reforma gramatical. Eles devem ter se convencido que, com o email correndo por aí, não dar a informação ia pegar mal...

Agora vamos às mudanças:

-O alfabeto passa a ter 26 letras, incluindo K, W e Y;
-O trema será extinto, existindo apenas em nomes próprios, como Müller;
-Acento agudo não será mais usado:
1) Em ditongos abertos, como eu comentei acima em idéia ou jibóia;
2) Em 'U' tônico, depois de 'Q' e 'G', como apazigúe (este até que ficou melhor...);
3) Em paroxítonas com 'I' e 'U' tônicos precedidos de ditongos. Ex: feiúra, viúva;
-O circunflexo desaparece em palavras com dois 'O' ou 'E', como em crêem ou vôo;
-Palavras que levavam acento de diferenciação, como pára/para ou pêlo/pelo perderão o mesmo (que bagunça vai ser, hein?);
-O Hífen será retirado de palavras:
1) Cuja segunda parte começar com 'S' ou 'R': anti-semita e contra-regra viram antissemita e contrarregra (feio, não?). A exceção será quando a primeira parte da expressão terminar com 'R', como em hiper-realista;
2) Cuja primeira parte terminar em vogal e a segunda começar com vogal diferente. Ex: auto-escola fica autoescola.

BTW, para quem ficou em dúvida, história, com h era usada para falar de história do Brasil, fatos oficiais, contados em livros, enfim, objetos de estudo. Já estória era utilizada para contar algo pessoal, casual. Lembrou?

Sem link, hoje já tá tudo aqui mastigadinho ;)

23.3.08

Domingo de Páscoa

Domingo de Páscoa, dia de almoçar com a família e comer chocolate até não agüentar mais. Mas não é só isso. Ao menos, não deveria ser. Qual é o verdadeiro significado da Páscoa?

Bem, todos os católicos sabem (ou pelo menos têm uma idéia) que a Sexta-feira da Paixão representa o dia da morte de Jesus Cristo e que o Domingo de Páscoa é quando ocorre sua ressurreição. Mas vocês sabiam que todos os feriados religiosos móveis, como Carnaval e Corpus Christi são definidos através desse domingo? É verdade. Para quem nunca soube dizer por que estas três datas sempre ocorrem em diferentes dias e até em meses, aí vai a explicação:

De acordo com o calendário hebraico, adaptado para os nossos dias, o Domingo de Páscoa deve vir logo após a primeira lua cheia a partir de 21 de março. Deste modo, a terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa e o Corpo de Cristo é celebrado 60 dias depois dela.

Viu? Agora já dá para calcular essas datas do ano que vem. Tá, alguns podem considerar essas informações inúteis, mas eu sempre me perguntei como o calendário era definido e por que havia tantas variações.

E o coelhinho? De onde ele surgiu?

Pelo fato de se reproduzir várias vezes durante a vida, e, normalmente, gerando muitos filhotes, este animal representa a renovação, uma nova vida. Assim, ele é associado à ressurreição de Cristo. Porém, não é apenas este o significado do orelhudo para esta data. Alguns povos da Antigüidade associavam o coelho à Lua. Desta forma, pode ser que o fato de Lua determinar a Páscoa tenha transformado o simpático animalzinho em símbolo da data.

Agora, sobre o chocolate, terei que pesquisar mais um pouco, mas quando descobrir eu conto.

Enquanto isso, aproveitem a família, o descanso e os deliciosos ovinhos.

Boa Páscoa!

21.3.08

Sobre a dengue

Em tempos de dengue assombrosa e desembestada, governantes abobalhados e população tentando fazer o que pode para se proteger, achei fantástico o depoimento emocionado - mas ao mesmo tempo, muito racional - do jornalista Nelito Fernandes, da revista Época, sobre o falecimento de seu próprio pai. Do texto, que reproduzo na íntegra abaixo, o mais importante é a conscientização. A verdade é que discutimos (e eu me incluo neste plural) a dengue com certa distância, frieza. É como se fossem apenas números e não pessoas descritas naquelas mortes.

A situação é triste, é real e não pode continuar assim.

Segue o texto abaixo:

A culpa é mesmo nossa
Nelito Fernandes

Meu pai morreu de dengue. Ele tinha 66 anos, conseguiu a proeza de chegar vivo até a aposentadoria, mesmo sendo policial civil no Rio de Janeiro. Meu pai começou a trabalhar com 9 anos de idade e já sobrevivera a dois aneurismas cerebrais e a quatro tiros. Apesar da vida castigada, era um homem forte, de ombros largos. Morreu no início do mês por causa de um mosquito que mede 5 milímetros. Além de debater quem é responsável pelo combate ao Aedes, as autoridades discutem se há ou não uma epidemia, mesmo depois de 47 mortes e 32 mil casos da doença.

A cada hora, mais 50 pessoas são infectadas. Foram 1.233 casos novos apenas na última quinta-feira. Para quem espera pela vez de ser atendido na emergência de um hospital público, não resta dúvida: é uma epidemia. No cemitério de Irajá, onde meu pai foi enterrado no dia 4, um cartaz reproduz uma portaria da Secretaria Municipal de Saúde informando que determinadas flores são proibidas nas sepulturas por causa da alta incidência de dengue. A determinação é de 1998. Dez anos depois, o mosquito continua aí. É coisa nossa, está incorporado à paisagem. Todo verão ele chega, faz seu estrago. Até que a gente esqueça – e no ano que vem está aí de novo. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já disse que a culpa é da população, que não toma os cuidados necessários. No país, o número de casos registrados caiu 40% neste ano. No Rio, houve aumento de 117%.

Se o raciocínio do ministro estiver certo, o povo no Rio de Janeiro deve ser pior que no resto do país. Se estiver errado, talvez nossas autoridades sejam mais incompetentes que as dos outros. Durante a semana, elas se esforçaram para nos dar uma pista do que está acontecendo. O prefeito Cesar Maia disse que o pior já passou e que, nos hospitais do Estado, morrem mais pessoas porque os profissionais de saúde são despreparados. O governador Sérgio Cabral não pôde dar sua contribuição ao debate porque, no auge da crise, visitava a Coréia. Temporão montou um “gabinete” para combater a doença.

A dengue foi descoberta no fim do século XVIII na Ilha de Java, na Ásia. Estava erradicada no Brasil desde 1957. Em 2002, voltou com força e matou 91 pessoas no Rio. Para se reproduzir, o mosquito precisa de água parada – e autoridades idem. Quase metade das vítimas são crianças e adolescentes até 15 anos. Agora, me preocupo com minha filha e com meus enteados, todos pequenos. Já passamos a usar repelentes durante todo o dia. Confesso que, até a morte de meu pai, eu acompanhava o noticiário da dengue sem grande interesse. Morreu mais um hoje, amanhã morre outro. Ver a certidão de óbito dele, que tem exatamente o mesmo nome incomum que eu, foi como ler minha certidão. Sim, poderia ser eu. Poderia ser você. Até que aconteça com um dos nossos, pensamos pouco nisso, um antídoto para não vivermos com medo.

A gente vai se acostumando, perde a capacidade de se indignar. Também não me indignei quando minha família foi informada que era melhor ir embora da capela às 22 horas e deixar o corpo lá sozinho, porque os assaltos são comuns no cemitério e “temos de tomar cuidado é com os vivos”. Foi o que fizemos. Se fôssemos assaltados, certamente apareceria alguma autoridade para dizer o seguinte: “A culpa é de vocês, todo mundo sabe que ali é perigoso”. No fundo, eles têm razão. A culpa é mesmo nossa. Nós os pusemos lá.

17.3.08

Os livros que não li

Outro dia, lendo um encarte com os livros mais vendidos em uma livraria, vi um título que me chamou a atenção: "Como falar dos livros que não lemos". Juro que, inicialmente, quase comprei um exemplar. Imaginei que deveria conter resumos de obras clássicas e contemporâneas, que eu certamente gostaria de ler, ou pelo menos, saber do que se tratam além da obviedade do título. Por sinal, é bem fácil escorregar em uma conversa sobre volumes literários baseando-se apenas em sua denominação, já que muitas vezes ela é totalmente subjetiva e o conteúdo não poderia ser mais distante de sua aparência.

Assim, folheando o dito cujo, já me encaminhava para o caixa, pensando ter somente a ganhar com a compra. Foi quando parei em frente a "Reparação", de Ian McEwan, que há muito penso em ler e parece ser o tipo de romance que me agradaria. Neste momento, foi como se um raio me atingisse. Aquilo não fazia nenhum sentido! Comprar um livro para me ensinar a falar sobre outros rapidamente tornou-se uma incoerência absurda. E as razões se enumeraram para me convencer na mesma velocidade em que alcancei a prateleira de onde havia tirado o engodo:

1° Vou gastar dinheiro desnecessariamente. Provavelmente o que gastaria em um livro de verdade (bem, não que esse seja de mentira, mas, bem, vocês entenderam o que quero dizer...);

2° Vou ler apenas pequenas resenhas, se tanto. Pode ser ótimo para quem despreza a leitura e pretende impressionar outrem, mas no meu caso, apenas me roubaria o prazer de conhecer algo novo: um mundo, um personagem, uma teoria, um conselho...;

3° E principal, vou perder tempo lendo! O precioso tempo que poderia empregar na leitura de uma obra real e poder falar sobre ela o quanto eu quiser, nos mais íntimos detalhes. Falar bem, falar mal, criticar os personagens ou até permitir que se torne meu mais novo livro de cabeceira, aquele do qual citamos diálogos de cor e que nos cativa todos os dias.

Longe de mim querer tirar o crédito da edição que acabei não comprando. Tenho certeza que traz dicas muito interessantes e talvez seja até divertida. Mas sair da livraria na companhia de Ian McEwan me fez sorrir e ter a certeza de que tomara a decisão certa. Agora mesmo "Reparação" me aguarda. Com todos os seus pormenores.

10.3.08

Direto do Globo.com



"Há três meses desempregada, uma mulher tomou uma atitude desesperada para tentar conseguir emprego. Marizélia Santos Marinho, de 32 anos, pendurou uma placa no pescoço com um a frase: "SOS - procura-se emprego" e foi para as ruas de Salvador. Ela carrega uma pasta com currículos para distribuir aos interessados. O último emprego dela foi como balconista de uma peixaria, Até agora, a mulher recebeu dois contatos, mas não conseguiu os empregos (Foto: Eduardo Martins/Agência A Tarde/AE)"

Gentem, acho que vou fazer isso também!!!

Será que dá certo??

Ah, mas brincadeiras a parte, super louvável da parte dela. Na hora do desespero, valem até métodos, digamos, mais alternativos. E criatividade ela provou que tem de sobra.

Boa sorte!

3.3.08

How cute is that?!?

Estou em manutenção... Eu mesma, não o blog!

Então, enquanto isso, dêem uma olhada nessa matéria exibida hoje no Fantástico.
Soooo sweet! Quero um para mim!




Link no título, as usual.

:)

23.2.08

Precisa de título?



Aliás, precisa de texto??? Acho que a foto diz tudo...

6.2.08

So long, farewell, auf wiedersehen, goodbye

Então, ao contrário do que eu esperava, infelizmente Carnival sucked! Seriously! Tanto que nem quis esperar a quarta-feira, muito menos a quinta, para encerrar logo este feriado horroroso.

Tudo deu errado: a chuva atrapalhou, fiquei abandonada à própria sorte, yadda yadda yadda and so on... Fui ao Saara, comprei várias bugingangas bonitinhas para usar, perucas, colares, frufrus, e de nada adiantou. Até tinha feito uma listinha com todos os blocos que eu queria ir. Nem vou comentar sobre a porcentagem de sucesso obtida (triste...).

Anyway, depois deste descanso nada aproveitado, preciso de um descanso de espírito. Entãããão, aguardem notícias de João Pessoa, que espero, me renderão posts bem melhores do que este.

Só para ficar registrado, adorei o samba do Salgueiro, desde que o ouvi nas passagens da bateria pelos bares e boites da vida. Achei que retratou muito bem o clima do carioca. Também curti a descontração do desfile (é, eu estava em casa para assistir). Infelizmente, acho que a escola não tem chances de ser campeã, já que não levou para a passarela uma apresentação luxuosa como a da Portela (muito bonita, por sinal) ou impecável como a da Unidos da Tijuca e suas coleções. Mesmo assim, este ano, sou salgueirense de coração.

Já a Viradouro... que desfile lastimável, hein? Mas isso vai ficar para a próxima, estou realmente cansada. Pena que não é de tanto pular... Quem sabe antes de João Pessoa eu não me inspiro para malhar um pouquinho o Paulo Barros e suas idéias mirabolantes?

Até!